26 Maio 2011

Desmemoriando

O café esquentou no bule,
a tomada entrou no plug,
o mordomo se enrolou no tapete,
o amor sempre chega às cinco,
o blues arranhou a agulha,
e o futuro virou a esquina...
as panelas iniciaram uma revolta,
minha mãe disse que tem 30,
a grama verde se arrastou aos meus pés
o amante não sabe o que é o amor...
as árvores pararam de respirar
meu coração trilindou de susto,
esperar é díficil pra quem tem pressa de provar,
o vizinho pulou de paraqueda na avenida principal,
por que viver em grupo é tão esquisito...
o tempo parou a um segundo,
e o presente me olhou e sorriu,
a televisão mandou eu calar a boca,
e a janela se fechou de saudade...
o mundo girou anti-horário,
o destino é uma peça de teatro,
aquela música não disse tudo,
o amanhã é dia de nada,
e dúvido que alguém entendeu!

2 comentários:

Maria, Simplesmente disse...

Eu entendi... e de que maneira!
E mais ainda... gostei do que li e tu escreveste... porquê?
Porque sentiste...?

Flora Hannah disse...

Porque???
é como naquela música "gente nasceu pra querer"