Sobre a carne flácida e entristecida, arrecadamos e dividimos emoções que permanecem sob a pele, pairando a espera da hora certa, como a carta na manga, um artifício de poder, pois estamos em auto-guerra e os sentimentos gerados nessa era não pertencem ao coração. Pertencem ao mundo e a que ele possa gerar. Somos zumbis materialistas sugando tudo e todos, alimentando a máquina, distraindo o coração com falsas promessas e negando a alma a liberdade que ora nos foi concedida num mérito tremendo de felicidade.
Aos poucos estraçalhamos o peito e num gesto profundo, arrancamos o que ali permanecia seguro e fraterno. Não mais podemos nos julgar impunes e a alguns foram concedidos momentos de paz, a muitos momentos de glória e outros o fracassos total.
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