Do ketchup ao ócio, qual é o negócio?!
Somos Hot dogs enfileirados, enquadrados, prensados e amordaçados em meio ao pão-duro da loucura, largados num fast-food qualquer dessa vida de lições a todo o instante á espera da boca maldita, gigante, engolindo tudo, sugando o infante. Oh pobres salsichas americanas inocentes, que teimam em ser legais e convenientes. Essa talvez seja uma utopia cancerígena de ser abocanhada num supermercado caótico, numa das esquinas do túnel transversal que é o mundo lá fora, onde é possível descobrir tudo isso ao molhar a garganta santa que vê tudo passar rumo ao infinito profundo das entranhas e mesmo sendo sólido ou liquido, quente e tingido em barris de carvalho cadentes da velha guarda e água-ardente, continuam a seguir as lições lidas na infância canina, onde sanguessugas tentavam tirar-lhe a vida nos dentes, mas um acidente fez perceber que melhor é que tudo seja simples e qualquer teoria meteóricaquânticamisticaotimista explique. Apesar disso ainda fica difícil entender o que todo mundo sabe, por viver a muito tempo nesse rodo capenga de qualificações pertinentes ao todo e as conclusões saltam fácil depois de muita retórica, balcão, misto quente & botequim:
O ocidente já foi dos melhores, hoje tem mofo por debaixo dos braços, sujeiras nojentas por entre a dentadura postiça, fede o abrir a boca e anda como o antigo macaco evolutivo dos velhos tempos.
2 comentários:
putz, texto incrível, crítica pertinente, palavras escolhidas a dedo.
adorei.
beijos
ô, onde que vc comprou desse aí que tu fumou?
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