07 Dezembro 2006

A hora do desejo

Olhava ao seu redor com olhos de vidro.
Tudo girava tudo sorria como penduricalhos de bebê.
Desejou estar ali
desejou estar deitada ao chão
desejou estar em seu enterro
e que o mundo abri-se ao meio
pra passagem do cortejo visceral.
Almejou ser quem não foi e que a morte chegasse antes da hora, na hora em que decidiu morrer.

5 comentários:

Juliana Marchioretto disse...

tristeeee.. mas bem bonito o poema.

beijos

Juliana Marchioretto disse...

moça, te linkei no meu blog!

beijos

Juliana Marchioretto disse...

oi querida. tenho 1 ex-blogs e 2 blogs, mas o [cambalhotas no escuro] está de férias temporárias... rsrs

beijos

marcelo disse...

A morte é apenas o fim de algo que nem bem começou. Já a vi de perto algumas vezes e, creia, não é uma boa companhia. Belíssimo poema, gostei dos "olhos de vidro". Beijinhos moça.

jOãO MaRiaNo disse...

Bom desejo!