04 Novembro 2006

Ela preto, Ele branco.

Ela transbordava em sentimentos
sensíveis, latentes e imprevisíveis.
Ele era força, coragem e amor
que inundava os poros e quem o conhecia.
Eles eram como dois inseparáveis, como tudo. [Intenção].
Ela num canto do balcão cantarolava
ao som de pianista negro.
Ele afundava-se em copos e cigarros
na outra extremidade de chapéu branco.
A fumaça dançava entre investidas intimistas distraídas entre um gole e outro agudo.
O cabaré era só os dois em um só desejo.
Eram dois prisioneiros do medo.
Amor incompatível. Traiçoeiro.
Olhavam-se insistente.
Como estrelas decadentes. Cadentes de amor e paixão.

7 comentários:

Segunda Pele disse...

Obrigada pela visita meu bem.
Gostei daqui tb, e de estrelas decadentes e amores cadentes por aí está cheio...

Beijos pra vc!!!

Tiago disse...

viagem boa.

Marcelo disse...

Aprecio, particularmente, textos e poesias descritivas. Daquelas que nos transportam para a cena. Exatamente como acaba de fazer. Vi, aqui, o cabaré, o homem de chapéu branco, a fumaça bailarina e os olhares desejosos. Parabéns, mais uma vez, pela beleza de seus textos. Beijos moça.

Fernanda disse...

Eu poderia dizer Cadentes e Carentes de amor e paixão???? Beijos.

Juliana Marchioretto disse...

delícia, né?

**
beijo

Sexo, Poesia e Bossas Velhas disse...

ué? cadê teu post do escambal? apagou?

caio moreira disse...

oláaaaaaaaaa, seja bem vinda no escambal!!!!!!!!!! nos vemos por lá. bjssssss