Sentei ao balcão do bar, olhei a minha volta e não reconheci nada que fosse familiar apesar das inúmeras garrafas contidas em várias prateleiras encostada à parede. Pedi uma dose de qualquer liquido que fizesse esquecer que tenho muita coisa pra fazer e lembrar de tudo que um dia me fez sorrir. Um homem barbudo, barrigudo e careca de traz do balcão me entregou dentro de um copo de 100ml. algo meio verdeazuladocinzaescuro, bebi num gole só o liquido que tinha gosto de calçadaescorregadialimocigarro&amora. Nos primeiros minutos após a ingestão da bebida me senti horrível, vi garrafas falarem e a cabeça do barbudo girar por duas vezes fazendo com que sua barba substituísse a falta de cabelo. Queria vomitar, mas estava em público. Tive pena de mim mesmo. Depois disso comecei a perceber algo estranho e um borbulhar no estômago, tudo a minha volta estava normal, um pouco flutuante, mas normal. Passado alguns segundos já podia ver drops brilhantes refletindo a luz do sol, moedas trilhandando pra dentro de uma gaveta e copos de cerveja dançando de um lado pro outro em cima do balcão. Pedi uma cerveja também e agradeci pela volta da normalidade de sempre. Bêbados conversando sobre a qualidade da bebida ou sobre a quantidade tomada na noite passada. Arrependimento. Eu observava tudo de meu canto. Eles também me observavam.
4 comentários:
O gordo do bar era o Billes?
Não esqueça da prova de quarta, e passe no bar para tomar o líquido colorido antes.
oi graci, gostei do seu blog. eu tô meio parado com o meu. preciso postar novamente. bjs
adoro os botecos. adoro isso aqui.
menina... sabe que eu gostei muito deste seu lado escritora de prosa?
bjos..
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