03 Outubro 2006

Bar

Reluzem copos infinitos cheios e vazios,
a noite é grande e as garrafas querem girar,
de um lado pro outro na mão de quem está no bar.

A cada instante chega mais gente,
pra tomar um rabo quente junto ao balcão do bar.
Todos procuram no copo o consolo que só existe naquele lugar.

Sentada na mesa vejo a tristeza do bebum a perguntar:
- Vendes fiado sr. Dono do bar?
Que responde rapidinho num tom só:
- Isso aqui você não vai encontrar, se quiser fiado vá procurar outro bar!

No bar entra qualquer um,
mas só recusa um gole,
quem não é bebum!

E a noite grande acaba, a bebida gelada e a alegria também.
Todos voltam pra casa praguejando a desgraça,
torcendo que o bar abra logo outra vez.

2 comentários:

Fernanda disse...

Gostei Flora! Digamos que seja uma poesia de amor, porém amor ao bar. Beijos.

Tiago disse...

da próxima vez me convida!