27 Setembro 2006

Vazio

O vazio escorregou pela garganta e se instalou no coração. coração que bate forte, estremesse e dói! esvaziante vazio que carregam as pessoas, elas que me sugam como sanguessugas. as pessoas. mas elas também não tem culpa. a culpa é minha por achar que as pessoas me esvaziam. me sinto como um saco plástico rodopiando de bobeira, junto a sujeira da calçada, andarilhos, bitucas de cigarro e poeira urbana. sem destino. dançando no ar como se não houvesse nada a se apegar. ninguém o quer, só o vento que não nega a sensação de liberdade a ninguém. nem mesmo a qualquer pobre diabo saco plástico vazio & cheio de vento.

1 comentários:

Tiago disse...

oi, moça. gostei da poesia latente nessas entrelinhas. beijo.