05 Setembro 2006

Tradição oponente.

E estais à espera da procissão decadente.
Que de tempos em tempo perpassa tua janela.
Esperando encontrar o ser profundo restaurado de idéias.
Tradições profissionais e sem rumo.
Um brilho no olhar.
É a vírgula de meus textos, traumática indecisa, a espera pra descansar.
Por ouves ainda a canção ao mar. Uivos uivantes à beira mar.
Qual a dignidade de todos, sabendo que o vício é estrondoso e infindo.
O pesar nos olhos atravessados e apressados.
O deslizar de contornos, figuras desalmadas a perambular.
Tradições profissionais a beira do túmulo.
Giletes reluzem a luz no fim de tudo.
Este é o fim da redoma gigante, o giro noturno na última noite do mundo.

1 comentários:

Tiago disse...

gosto dessas coisas apocalípticas. beijo no céu da boca.