06 Setembro 2006

Cotidiano paralelo

Acorda molhada de gotículas inteiras pra si.
Há uma goteira em cima da cama. O leito.
Goteiras formosas, faceira & dialéticas.
Que ora se desprendem como estrelas gotejantes.
Ou ora assumem a forma de lâminas.
Afiadas rasgam a pele e tingem de rubro o universo inteiro.
As estrelas formam a manta que acolhe tudo,
costuradas num conjunto.
Pretensões costuram tudo: estrelas, pele, pêlos, linha, sangue e saliva.
Montanhas andantes e gorjetas de boa vontade.
Aforismo utópicos e gangrenas metálicas.
A enorme boca esfomeada da vida e loucura.
O surrealismo da simplicidade de imaginar um paralelo.
A manta de pretensões desconexas unindo sensações.
O complexo céu dialético & disléxico de todo dia.

4 comentários:

Tiago disse...

tem um poema do mário quinta que é mais ou menos assim: "minha vida é uma colcha de retalhos... todos da mesma cor". beijo no céu da boca.

Lili disse...

Há esperança na pretensão. Um beijo!

João Mariano disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
jOãO MaRiaNo disse...

Sempre Fabuloso!