02 Agosto 2006

Como dissestes...

Foi como um foco de luz que clareia,
o que se quiz enxergar;
Que lembrei quando meu pai me disse:
- Minha filha, sua geração está perdida!
Por alguns instantes prestei mais atenção,
em todas às formas da frase,
e em todos os contornos de tudo.
Foi quando respirei fundo,
pelo profundo campo do medo.
E deslizei com toda a intenção qualquer,
pela paisagem que olhava naquele instante.
Foi delicado e preciso o encontro de pensamentos.
E ajudei a carregar um pouco do peso que tinha ombros,
e senti que o que queria mesmo era livrar-se de tudo.
Como quando jogamos os braços pro alto,
rasgamos dinheiro & queimamos retratos.
Foi assim que descobri como se sentia,
tentei ajudar com toda a força,
mas foi tudo perca de tempo!
Me pediu que fosse embora, e nunca mas voltasse,
que deveria esquecê-lo, e que logo entenderia.
Que o peso que me cabia, ainda estava por vir.
Fechei os olhos por um segundo...
E descobri que não me agrada,
o brilho da felicidade exposta nos olhos de outros.
Senti como se não existisse,
não houvesse carne, sangue, suor e amor.
Foi quando todas as luzes apagaram,
e percebi que estava no meio do nada.
O escuro e obscuro segredo!
No ventre de quem ainda não sabe,
na espera de quem ainda não veio.

4 comentários:

WD disse...

Foi uma grande descrição da angustia que estamos passando como geração e como futuros professores. O Estágio é uma visão do Inferno, e o pior é que sabemos que se depender de nós, se nada for feito, esta geração que está vindo vai se perder como a nossa.

Sexo, Poesia e Bossas Velhas disse...

seu pai tinha razao, infelizmente ou nao.

Poeta louco e outro pouco... disse...

Puxa... toma teu fardo!!!

Tiago disse...

vc tá ouvindo muito nando reis. não que eu não goste. pois é, voltei. beijo, moça.