E defronte a avenida central da cidade a beira mar,
o galanteador de olhos impassíveis,
espera pelo árduo ato de despedida,
por ela sentido, na dor de deixar o lar.
Mas é na descida da ladeira contida,
que ele à observa, aflita ao deixar tudo aquilo,
para logo consigo, poder amar.
Ela leva com afinco,
apegos,
desejos,
recordações,
ensejos,
devoções ardentes e sonhos prolixos...
É na descida que carrega na mala pesada,
esvaecida e cansada,
toda a vida vivida,
para o outro lado do mar, poder amar sem pesar.
No encontro de malas, sonhos prontos e expectativas,
que finda na descida fugida,
ele agradece por ela chegar.
E logo partindo, rumo ao destino desconhecido,
que fora escrito num pergaminho escondido,
numa garrafa, lançada e perdida, no fundo do mar.
3 comentários:
Quero sempre fitar um mar desta intensidade.....
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