31 Março 2006

sonho [n]ú

sonhos flutuam no quarto semi-escuro,
e a luz caí em gotas pelo colchão.
um sombra púrpura me espera encostada,
na porta entre aberta,
para o mundo, que batuca ao fundo,
alucinação...

ouço vozes, que [me] chamam...
que refletem,
entre o fechar dos olhos,
à nudez do sonho,
e o acordar sem intensão...

mas ouso olhar no espelho...
os olhos que olham os olhares,
indecisos...
que perambulam em desordem e desencontro,
nas bocas que bocejam o sono, retraído...
de uma noite mal dormida,
de pesadelo e ilusão.

2 comentários:

WD disse...

O Imperador Hélio Adriano dizia que o sono é o momento em que temos a chance de se desligarmos de nós mesmos.

Sexo, Poesia e Bossas Velhas disse...

pensei e nao sei o que dizer. estou vazio de interpretaçao hj. bjo :D